FALTAM MAIS DE 13.000 CAMAS PARA ESTUDANTES NAS CIDADES PORTUGUESAS

By November 24, 2017Press coverage

As oportunidades de crescimento do setor das residências de estudantes já são tema recorrente quando se fala em investimento imobiliário. E o mais recente estudo feito pela JLL em parceria com a Uniplaces mostra que faltam entre 13.000 e 18.000 camas nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra.

 

Estes números registam-se numa altura em que o número de estudantes estrangeiros cresceu 120% em Portugal desde 2010, e a oferta de alojamento universitário continua a ser bastante informal e fragmentada nos 3 principais polos universitários do país, atesta o “Portugal Student Housing”.

Este documento analisa os principais indicadores de oferta e procura de residências universitárias nestas três cidades portuguesas, e apresentam as tendências globais mais marcantes a nível dos fluxos de estudantes e características de alojamento. Mostra que em Lisboa deverão faltar cerca de 10.000 camas com standards internacionais, estando em pipeline cerca de 3.000 a 4.000 para desenvolvimento no curto-prazo. A Temprano Capital Partners, a Staytoo ou a Uhub são algumas das entidades privadas que estão a investir.

Já o Porto tem um potencial de crescimento de cerca de 4.000 camas com um pipeline de curto prazo entre as 2.500 e as 3.500 camas, incluindo investimentos da MEFIC Capital ou da Round Hill Capital, além da Temprano Capital Partners ou da SPRU. Em Coimbra, a oferta divide-se entre 1.130 quartos em apartamentos, 900 em residências universitárias públicas e 40 em apartamentos geridos por operadores especializados. São 22.000 os estudantes que precisam de alojamento, incluindo 5.000 estrangeiros. A The Collegiate ou a Staytoo são alguns dos operadores internacionais que já olham para este mercado.

Maris Empis, diretora de Consultoria Estratégica e Research da JLL, explica que «os millennials são os novos nómadas. Procuram universidades de elevada qualidade em destinos com boa qualidade de vida, segurança e uma vida cosmopolita. Portugal reúne estes atributos e é cada vez mais procurado pelos estudantes estrangeiros».

«Se a este fluxo juntarmos os estudantes nacionais que necessitam de alojamento nas cidades em que estudam, vemos que existe hoje um enorme desequilíbrio entre a procura e a oferta de residências universitárias de qualidade, que tenham valências de apoio e serviços associados», diz esta responsável. E esta situação está a criar «uma enorme oportunidade para investidores desenvolverem e operarem residências universitárias privadas nas principais cidades universitárias portuguesas, onde este mercado ainda está só a dar os primeiros passos. A oferta deste tipo de produto é algo bastante recente em Portugal e tem ainda um peso reduzido no total do alojamento para estudantes, dominado pela oferta de apartamentos privados sem serviços associados num mercado muito informal». E por isso, «há uma enorme oportunidade para o desenvolvimento de alojamento qualificado e alinhado com os padrões europeus».

Para Miguel Santo Amaro, fundador da Uniplaces, «o número de estudantes internacionais no nosso país duplicou desde 2010, assim, cidades e universidades devem trabalhar em conjunto para atender às necessidades reais dos alunos. Em Portugal, este mercado segue a tendência europeia e, como tal, apresenta um enorme potencial de crescimento, colocando-nos no radar de investidores internacionais que começam a olhar para Portugal como um novo vibrante mercado», conclui.

VIDA IMOBILIÁRIA – Ana Tavares

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